Com a implantação da nota fiscal eletrônica, empresas do setor contábil e de tecnologia se preparam para a demanda de aproximadamente 120 mil empresas que recolhem ICMS e IPI em todo o País. Para a Acesso Digital, empresa que trabalha com a digitalização de documentos, a demanda deve representar um aumento de 90% em sua base de clientes do setor contábil, que movimenta anualmente, cerca de R$ 2,5 bilhões no País - números de 2008. "A determinação do governo ajudou muito a consolidação do mercado", avalia Diego Torres Martins, sócio diretor da Acesso Digital. A empresa, que fornece serviço personalizado aos diversos segmentos que atua, atende a 300 clientes. Destes, 200 são escritórios de contabilidade. Confiantes de que a digitalização dos escritórios será a tônica do mercado de contabilidade em 2010, Martins espera garantir 180 novos clientes neste ano. Os investimentos previstos estão acima dos R$ 350 mil em marketing e infraestrutura. "Vamos focar também na ampliação da nossa solução de armazenamento eletrônico a esses clientes", explica o executivo. Segundo Martins, a empresa mantém cerca de 15 Terabytes (o equivalente a 10,5 mil CDs) em informações armazenadas de clientes. Ele explica que o processo não se limita a digitalizar as notas fiscais, mas também cria uma espécie de rótulo digital, que permite uma busca rápida do documento, além de uma organização mais efetiva. "Nosso sistema permite a digitalização de 40 imagens por minuto", afirma Martins. Segundo Wesley Gerente de RH da Catho, responsável pela escolha de perfil de profissionais de T.I., a procura crescente será primeiramente por profissionais Bacharelados em Sistemas de Informação por estarem mais preparados para área tecnológica num todo e com boa visão das necessidades administrativas, por conhecerem de projetos, de sistemas e de dados. Depois serão os profissionais de web e programação e claro o setor de suporte deve crescer vertiginosamente. |
A finalidade deste blog é apresentar as tecnologias, esclarecer e mostrar com clareza suas reais aplicações, seja você um aficionado ou não em tecnologia, basta ser alguém interessado em usufruir melhor das tecnologias a sua volta ou simplesmente preocupado em fazer a escolha certa.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
Nota fiscal eletrônica pode fazer setor de TI Crescer 90%
Profissionais reclamam da qualidade das faculdades de tecnologia no Brasil
A grade curricular oferecida hoje por boa parte das entidades está longe da realidade do mercado e gera uma evasão dos cursos 04 de Abril de 2011 | 08:35h DIGITAL_NEWS
Se as empresas atribuem a falta de mão de obra qualificada no mercado de TI a um desinteresse pela formação em tecnologia, os profissionais do setor apontam outra barreira: a defasagem do conteúdo oferecido por boa parte dos cursos de formação superior.
“O que os professores ensinam nas faculdades não faz sentido com as necessidades do mercado de tecnologia”, afirma Julio Carvalho, que atua como analista de segurança e infraestrutura de uma grande organização brasileira. Formado em um curso de tecnólogo em redes computacionais, ele conta que desistiu de um bacharelado em ciência da computação depois de se deparar com um conteúdo bastante distante da realidade do setor.
O programador Jardel Amante compartilha a mesma visão. Quando entrou na faculdade de análise de sistemas, em 2008, ele já tinha 12 anos de experiência no mercado de trabalho e diz que se assustou com a distância entre a teoria ensinada na sala de aula e as demandas reais da área de TI. “Um exemplo é que eu tenho uma disciplina de técnicas avançadas de programação na qual estou aprendendo desenvolvimento para dispositivos móveis”, ilustra, completando: “Isso não tem nada de avançado e, para piorar, estamos estudando apenas J2ME.”
Como reflexo desse cenário pouco atraente para quem quer entrar no mercado de tecnologia, Amante conta que dos 40 alunos que iniciaram o curso de análise de sistemas com ele, sobraram apenas duas pessoas em sua turma.
A necessidade de cumprir uma grade curricular estipulada pelo MEC (Ministério da Educação) justifica parte dessa defasagem de conteúdo, segundo Carvalho. “Até concordo que é difícil manter uma atualização constante de todos os cursos oferecidos no Brasil. Mas na área de informática a situação é ainda mais grave, por se tratar de um setor que muda muito rápido e tem novidades a cada semana”, explica o analista de segurança. Ele mesmo informa que, para suprir essa carência de conteúdo na sala de aula, buscou, por conta própria, uma série de certificações e cursou uma pós-graduação na área de auditoria e segurança.
Amante também relata que pretende, assim que terminar a faculdade, iniciar uma certificação que complemente seu conhecimento. Ele acredita que a formação universitária será importante para o caso de querer ingressar em uma grande empresa, que exija um diploma na área, mas admite que deve usar muito pouco do que aprendeu na faculdade em seu dia-a-dia.
Da mesma forma, Carvalho ressalta que, se tivesse que voltar no tempo, nunca teria optado pela faculdade de ciência da computação. “Faria direto um curso de tecnólogo e depois buscaria especializações”, pontua. Ele aconselha ainda que os jovens interessados em ingressar nessa carreira busquem a fluência no idioma inglês.
Já Amante sugere que quem optar por uma faculdade de tecnologia precisa analisar, acima de tudo, o perfil das pessoas que ministram o curso. “Os professores que trabalham na área sabem o que está acontecendo e podem ajudar o aluno até a conseguir trabalho. Enquanto que os puramente acadêmicos têm uma visão limitada”, conclui.
“O que os professores ensinam nas faculdades não faz sentido com as necessidades do mercado de tecnologia”, afirma Julio Carvalho, que atua como analista de segurança e infraestrutura de uma grande organização brasileira. Formado em um curso de tecnólogo em redes computacionais, ele conta que desistiu de um bacharelado em ciência da computação depois de se deparar com um conteúdo bastante distante da realidade do setor.
O programador Jardel Amante compartilha a mesma visão. Quando entrou na faculdade de análise de sistemas, em 2008, ele já tinha 12 anos de experiência no mercado de trabalho e diz que se assustou com a distância entre a teoria ensinada na sala de aula e as demandas reais da área de TI. “Um exemplo é que eu tenho uma disciplina de técnicas avançadas de programação na qual estou aprendendo desenvolvimento para dispositivos móveis”, ilustra, completando: “Isso não tem nada de avançado e, para piorar, estamos estudando apenas J2ME.”
Como reflexo desse cenário pouco atraente para quem quer entrar no mercado de tecnologia, Amante conta que dos 40 alunos que iniciaram o curso de análise de sistemas com ele, sobraram apenas duas pessoas em sua turma.
A necessidade de cumprir uma grade curricular estipulada pelo MEC (Ministério da Educação) justifica parte dessa defasagem de conteúdo, segundo Carvalho. “Até concordo que é difícil manter uma atualização constante de todos os cursos oferecidos no Brasil. Mas na área de informática a situação é ainda mais grave, por se tratar de um setor que muda muito rápido e tem novidades a cada semana”, explica o analista de segurança. Ele mesmo informa que, para suprir essa carência de conteúdo na sala de aula, buscou, por conta própria, uma série de certificações e cursou uma pós-graduação na área de auditoria e segurança.
Amante também relata que pretende, assim que terminar a faculdade, iniciar uma certificação que complemente seu conhecimento. Ele acredita que a formação universitária será importante para o caso de querer ingressar em uma grande empresa, que exija um diploma na área, mas admite que deve usar muito pouco do que aprendeu na faculdade em seu dia-a-dia.
Da mesma forma, Carvalho ressalta que, se tivesse que voltar no tempo, nunca teria optado pela faculdade de ciência da computação. “Faria direto um curso de tecnólogo e depois buscaria especializações”, pontua. Ele aconselha ainda que os jovens interessados em ingressar nessa carreira busquem a fluência no idioma inglês.
Já Amante sugere que quem optar por uma faculdade de tecnologia precisa analisar, acima de tudo, o perfil das pessoas que ministram o curso. “Os professores que trabalham na área sabem o que está acontecendo e podem ajudar o aluno até a conseguir trabalho. Enquanto que os puramente acadêmicos têm uma visão limitada”, conclui.
Digital Life: O MEC, precisa reavaliar suas exigências de acordo com as necessidades de mercado, os professores devem manter-se atualizados e terem como meta a Didática, porque de nada vale conhecimento sem a capacidade de transferir, sem a capacidade de atingir seu primordial objetivo que é ensinar. Já os alunos, devem exercitar o lado auto-didático para aprenderem a não serem tão dependente dos professores, e devem procurar respostas e a desenvolverem suas próprias opiniões.(Glaucio J Silveira).
Microsoft libera o Office Web App para todos os brasileiros
Digital Life: Serviço da Microsoft permite editar, visualizar e compartilhar arquivos de Word, Excel, PowerPoint e OneNote na nuvem, como o google docs...
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Demanda por tablets diminui número de PCs que chegam às lojas no mundo, diz estudo...
Digital Life: E para os que me chamaram de louco quando falei no início do ano sobre os Tablets e sobre a influencia deles na aquisição de netbook´s... Se o que eu previa parecia loucura, os números abaixo fazem das minhas previsões bem reais.(Glaucio J. Silveira)
O número de computadores pessoais enviados às lojas no mundo caiu 3,2% durante o primeiro trimestre, de acordo com estudo divulgado nesta quarta (13) pela consultoria IDC. O resultado é inesperado, segundo analistas, que haviam previsto um crescimento de 1,5% para o período. A alta demanda por tablets e o tsunami do Japão podem estar ligados à queda do mercado de PCs.
O número de computadores enviados às lojas foi de 80,6 milhões durante o primeiro trimestre do ano, segundo o levantamento. Só nos Estados Unidos, onde 16,1 milhões de computadores foram despachados pelas fabricantes, houve uma queda de 10%.
Entre os fatores que influenciaram esse resultado negativo, está o crescimento do mercado de tablets – não incluído nessa pesquisa da IDC, que separa os ultraportáteis do grupo dos desktops e notebooks. Em março, a Apple lançou a segunda geração do iPad, levando consumidores de todo o mundo a enfrentarem longas filas pelo tablet -- já esgotado em algumas localidades.
“Acreditamos que outros fatores, que incluem a maior durabilidade dos computadores e a falta de novos produtos com experiência atraente, também tiveram um papel significativo para a queda”, afirmou Bob O’Donell, vice-presidente da IDC.
Preços mais altos de combustível e insumos, além das interrupções causadas pelo terremoto e tsunami no Japão em março, também pode ter afetado o envio de computadores pelas fabricantes.
A HP permanece como líder do mercado, com 18,9%, seguida da Dell (12,8%, Acer (11,2%), Lenovo (10,1%) e Toshiba (6%).
Apple vai começar a produzir iPad no Brasil em novembro
Digital Life: A história mostra que ter montadoras não é tão bom como ter fabricas, mas ajuda e muito a diminuir o preço do produto já que não seria preciso pagar as altas taxas de importação.
E claro não podemos esquecer da demanda de mão de obra, agora é esperar pra ver...
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (12) em viagem à China que a Apple e a fábrica Foxconn começarão a produzir o tablet iPad no Brasil até o final de novembro. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.
Com a fabricação no país, a Apple poderá se beneficiar da isenção de impostos proposta pelo governo de Dilma Rousseff para tablets, de 9,25% de PIS/Cofins, quando a classificação do aparelho mudar para “computador”. A Foxconn, que já produz os eletrônicos da Apple na China, tem sua linha de montagem instalada na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo.
A vinda da Apple para o Brasil poderia acelerar a aprovação dessa isenção de impostos e acabaria também beneficiando outras fabricantes, como a Samsung, que já produz no país o Galaxy Tab. Nesta terça-feira, a Motorola anunciou o lançamento do Xoom no país, o terceiro tablet a ser comercializado oficialmente no Brasil.
"Têm de ser detalhadas agora as condições [em que se dará a produção do iPad], onde vai ser, logística", disse Mercadante a jornalistas.
O assunto, segundo o ministro, está sendo estudado por um grupo de trabalho que envolve os ministérios da Fazenda, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Ciência e Tecnologia, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O anúncio de Mercadante acontece em meio à viagem da presidente Dilma Rousseff à China. Mais cedo, a presidente afirmou que a Foxconn estuda investimento de US$ 12 bilhões no Brasil para a produção de telas para produtos como computadores tablet e celulares.
Sobre o investimento, Mercadante comentou que "a gente conversa com eles há 3 meses. Ainda não estão concluídas as negociações, mas estou confiante."
Representante da Apple não estava imediatamente disponível para comentar o assunto. A Foxconn no Brasil informou que não tinha informações sobre investimentos.
Fabricante
No Brasil, a Foxconn iniciou as suas atividades em 2005, em Manaus (AM), com a fabricação de celulares. Atualmente a empresa emprega cerca de 4.300 funcionários. Além da unidade em Manaus, a empresa tem fábricas em Jundiaí e Indaiatuba, em São Paulo, onde produz câmeras digitais, computadores portáteis e de mesa e placas-mãe para empresas como Dell, HP e Sony Ericsson.
A Foxconn afirma que tem expectativa de elevar seu quadro de pessoal em 30% até o final do ano "com o crescimento dos negócios existentes e também com a vinda de novos negócios".
Concorrente do iPad, Motorola Xoom chega ao Brasil
Digital Life: Mais um concorrente, com investimento tecnológico superador da tecnologia da Apple se apresenta e que mesmo assim corre atrás. O que se percebe é requisitos tecnológicos nem sempre são o suficiente para ganhar espaço entre os fãs do iPad e do iPhone, que mesmo que não consigam desempenhar as coisas mais banais, que sejam: Falar, compartilhar arquivos ou simplesmente tirar fotos decentes...
Duas coisas podem estar ocorrendo: Ou ainda se escolhe muito um produto pela sua beleza, sem avaliar tecnologia , funcionalidade e garantia ou ainda muitas pessoas intendem pouco de tecnologia e nem pesquisam as tecnologias que compõe o quem pretendem adquirir...(Glaucio J Silveira).
Em evento realizado nesta terça-feira (12), a Motorola Mobility (braço da empresa voltado ao mercado móvel) apresentou tablet Xoom (lê-se zoom) – a novidade, segunda alternativa no país ao iPad, também concorrerá com o Galaxy Tab, da Samsung. O computador ultraportátil chegará à América do Sul ainda em meados de abril a partir de R$ 1.899 (versão Wi-Fi) no Brasil, segundo o fabricante. O preço do modelo que conta também com conexão 3G será mais caro e dependerá das operadoras; por isso, ainda não foi divulgado.
Terceiro tablet disponível no mercado brasileiro, o Xoom tem uma tela de 10,1 polegadas – contra 9,7 polegadas do iPad e 7 polegadas do Galaxy Tab --, processador de dois núcleos (cada um com 1 Ghz) e memória RAM de 1 GB, o que faz com que a capacidade dele se aproxime à de muitos computadores convencionais.
O Xoom(zoom) vem ainda com o sistema Android 3.0 (Honeycomb), específico para tablets. Outros ultraportáteis com Android rodam uma versão adaptada do sistema operacional para smartphone. Sua comercialização será parecida com a do iPad: uma versão apenas com acesso à internet via Wi-Fi e outra com a opção Wi-Fi e 3G.
Quanto aos recursos multimídia, ele vem com duas câmeras: uma de 2 megapixels e outra de 5 megapixels. A primeira pode ser utilizada como webcam para videoconferência e a outra para gravar vídeos de alta definição (720 p). Diferente do iPad, ele suporta a tecnologia para conteúdo multimídia Flash – segundo a empresa de Steve Jobs, esse tipo de recurso gasta muito bateria e foi abolido dos gadgets da companhia.
Para usuários que gostam de rodar vídeos de dispositivos móveis na televisão, a Motorola inseriu uma saída HDMI – com ela é possível ver vídeos em FullHD que, eventualmente, estiverem no tablet. Há ainda uma porta micro-USB e uma entrada para fone de ouvido.
Quanto aos recursos multimídia, ele vem com duas câmeras: uma de 2 megapixels e outra de 5 megapixels. A primeira pode ser utilizada como webcam para videoconferência e a outra para gravar vídeos de alta definição (720 p). Diferente do iPad, ele suporta a tecnologia para conteúdo multimídia Flash – segundo a empresa de Steve Jobs, esse tipo de recurso gasta muito bateria e foi abolido dos gadgets da companhia.
Para usuários que gostam de rodar vídeos de dispositivos móveis na televisão, a Motorola inseriu uma saída HDMI – com ela é possível ver vídeos em FullHD que, eventualmente, estiverem no tablet. Há ainda uma porta micro-USB e uma entrada para fone de ouvido.
No que diz respeito a preço, o tablet da Motorola é R$ 200 mais caro que o tablet equivalente comercializado pela Apple no Brasil. Enquanto o Xoom custa R$ 1.899 (apenas wi-fi), o iPad 1 (apenas com wi-fi) custa R$ 1.699.
Atrix
Também no evento desta terça, a companhia apresentou o Atrix, ainda sem preço divulgado. Chamado pela empresa de “smartphone mais poderoso do mundo”, quanto às especificações técnicas, ele tem muitos recursos de hardware parecidos com o do tablet Xoom: processador dual core, 1 GB de memória Ram e display de alta definição e duas câmeras (uma frontal e outra dianteira de 5 MP que faz vídeos em alta definição).
Para atender às necessidades de usuários corporativos ou que, eventualmente, queiram substituir o PC pelo smartphone, a Motorola apresentou o lapdock. O dispositivo, que é uma espécie de notebook, carrega o Atrix e faz o aparelho virar a “CPU” de um laptop com teclado.
A versão do sistema embarcada no smartphone é a 2.2 (froyo). No entanto, segundo os executivos da empresa, em breve, o Atrix receberá uma atualização para a versão mais atual do Android para smartphones: a 2.3 (Gingerbread). Os aparelhos mais atuais da marca também receberão atualização do sistema operacional.
Ao comentar da autonomia dos celulares da Motorola, Sanjay Jha, disse que a empresa se preocupa e busca soluções para tornar a bateria mais potente. “O smartphone é um computador inteligente com uma bateria que dura um dia. Os consumidores têm que ter em mente que eles utilizam aplicativos que gastam bateria. E estamos trabalhando para melhorar isso."
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Desenvolvedores apostam nos tablets
O número total de empresas usuárias deve duplicar no primeiro trimestre de 2011, formando um mercado atraente e ávido por aplicações inovadoras.
Digital Life: como eu havia dito no início do ano será impossível deter o avanço dos tablets, porque eles vieram primeiramente para suprir a necessidade de portar livros de uma maneira portátil, interativa, intuitiva e de acessar acervos via web, agora com o avanço destes sistemas, com capacidades de multiprocessamento, de multitarefas, praticidade, conexão, armazenamento e por mais que alguns céticos discordem, para mim eles serão os matadores de netbooks...(Glaucio J Silveira)
Muitos fornecedores já iniciaram a corrida para habilitar plataformas para um novo cenário de mobilidade de alto desempenho inaugurada pelo iPad e criar soluções para a integração dos aparelhos às redes e aplicações corporativas.
Entre esses fornecedores, uma das pioneiras na adoção dos tablets é a integradora Everis Brasil. A subsidiária de consultoria espanhola inaugurou um laboratório para estudar formas de atender áreas de negócios com produtos e soluções, baseados nas tecnologias recentes e serviços de telecomunicações. A justificativa é que esse é um mercado que deve movimentar 133 bilhões de dólares anuais até 2014, segundo a empresa.
Apesar da iniciativa, o gerente responsável pelo laboratório da Everis, Ricardo Contrucci, afirma que a fase atual é de observação. As plataformas ainda estão se consolidando e algumas vão se destacar no caminho.
“Os iPads e Androids certamente serão atacados por nossa inovação, mas aguardamos a evolução de outras tecnologias e a adoção pelo mercado para focar em desenvolvimentos específicos. Não dará para descartar a Microsoft e seu anunciado, mas ainda não lançado, sistema para tablets, que deve utilizar as mesmas tecnologias de desenvolvimento já consagradas no Windows”, afirma.
Mesmo tendo apenas um produto concorrente, o HP Slate, que roda Windows 7, a Microsoft tratou de abrir fogo contra o iPad. Recentemente, o site ZDNet colocou as mãos em documentos que revelam forte campanha da gigante de Bill Gates contra a adoção de iPads nas empresas. O objetivo, segundo a divulgação, é reunir argumentações para as revendas corporativas pressionarem seus clientes a evitar o produto da Apple e buscar tablets com Windows.
E essa guerra parece estar apenas começando. Segundo pesquisa do instituto ChangeWave, realizada no final de 2010 nos Estados Unidos, 14% das 1641 corporações ouvidas pretendem adquirir tablets no início de 2011. E a maioria esmagadora (78%) quer iPad. O Playbook, da RIM aparece em segundo lugar na preferência dos futuros compradores, com 9%, empatado com o tablet da Dell, o Steak, seguidos de perto pelo Slate, da HP (8%) . O Galaxy Tab, da Samsung, tem apenas 6% da intenção de compra.
Outros 7% das 1,6 mil corporações pesquisadas já utilizam tablets e estão muito satisfeitas (62%) com o desempenho das máquinas. Entre esses usuários, o iPad é o equipamento mais popular (82%), seguido do HP Slate (11%) e do Dell Steak (7%).
Isso significa que o número total de empresas que fazem uso de tablets deverá duplicar no primeiro trimestre de 2011. A previsão é de crescimento explosivo da demanda daqui para frente. Na avaliação de Contrucci, da Everis, o segundo quesito a ser observado na escolha dos talbets é a arquitetura que as plataformas exigem. O que pode representar maior facilidade de portabilidade de aplicativos entre diferentes sistemas.
De acordo com Contrucci, a favor da Apple e dos aparelhos com Android está o pioneirismo na área de smartphones. Os aplicativos desenvolvidos para as telas menores são facilmente transportáveis para o tablet.
Eurofarma compra 600 iPads
Depois de estudar casos de empresas do segmento nos EUA, a farmacêutica Eurofarma optou pela compra de 600 iPads para ser utilizado por parte da equipe de propagandistas. O investimento totalizou 1,5 milhão de reais. Segundo a diretora comercial da empresa, Roberta Junqueira, os profissionais, responsáveis por demonstrar medicamentos e promover os produtos junto à classe médica, já trabalham com smartphones, que abrigam cadastro e informações de todos os médicos, além de um roteiro de visitação. “A Anvisa é um órgão exigente e precisamos manter todo o registro de distribuição de produtos, razão que levou a adoção de tecnologias móveis inicialmente”.
Com os tablets, a empresa quer realizar demonstrações com uma tela maior, dispensando o uso do papel. “É uma revolução no universo da propaganda médica. A ideia é sair na frente para ter diferencial competitivo”, destaca Roberta. Roberta estima que, em princípio, a empresa deixará de imprimir 55 toneladas de papel por ano. No roadmap da companhia, está a entrega de iPads para todos os 1500 propagandistas e o aproveitamento do aparelho para integrar sistemas da empresa, além da criação de novas aplicações que aproveitem melhor a interatividade que o equipamento proporciona.
Rodrigo Afonso, Computerworld,
Publicada em 28 de março de 2011 às 20h28
terça-feira, 29 de março de 2011
Governo deve decidir barateamento de banda larga até abril
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira (28), na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que, até o final de abril, haverá uma decisão sobre o barateamento do serviço de internet banda larga para a população. Isso, segundo ele, será feito de acordo com o Conselho de Secretários de Fazenda (Confaz) e em negociação com as empresas. “Se tirarmos [o imposto] sobre a banda larga, o impacto financeiro não será tão grande e esse serviço vai crescer muito.”
O resultado será queda no preço, maior velocidade no serviço e mais investimentos pelas empresas, estimou o ministro. A Telebras, informou, terá uma atividade de gerenciamento das fibras ópticas que pertencem à Eletrobras e à Petrobras e vai competir no tráfego, no atacado. Significa que os pequenos e médios provedores terão condições de oferecer um serviço mais rápido e mais barato.
O ministério está negociando a banda larga com as empresas do setor, por meio do Programa Geral de Metas e Universalização, capitaneado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Bernardo disse que, originalmente, isso trataria da telefonia fixa. Mas, como as empresas estão oferecendo sua estrutura fixa para a internet, o governo quer acelerar o programa nacional de banda larga, trabalhar a inclusão digital e fazer isso em conjunto com os estados.
O ministro destacou que as empresas têm de fazer mais investimentos, aproveitando que o mercado está crescendo e mais pessoas estão buscando computadores. “As empresas têm que ganhar mais fornecendo escala e não cobrando mais alto. Vocês vão lavar a égua se venderem internet mais barato. Vai vender muito e a tendência disso é baratear. Achamos fundamental que o serviço seja feito também pela iniciativa privada. O governo vai cuidar de setores onde a rede é muito baixa”.
Ele enfatizou que é possível derrubar impostos sobre a banda larga e que o Confaz pode adotar uma resolução nesse sentido, autorizando o estado que desejar fazer adesão à medida.
“Temos necessidade de dinamizar com muita velocidade o acesso das pessoas e das empresas à internet. Isso vai gerar um imenso número de empregos no país”, disse Bernardo. Ele avaliou que a redução dos preços pode resultar em aumento da qualidade dos serviços.
“Com a infraestrutura que temos hoje e um pouco mais de investimento, é possível oferecer serviço de melhor qualidade, com menor preço. Para ele, se for ampliado o número de usuários com acesso à internet, mesmo com a velocidade reduzida como é hoje, será dado um salto extraordinário.
(Da Agência Brasil,Atualizada 28/03/2011)
O resultado será queda no preço, maior velocidade no serviço e mais investimentos pelas empresas, estimou o ministro. A Telebras, informou, terá uma atividade de gerenciamento das fibras ópticas que pertencem à Eletrobras e à Petrobras e vai competir no tráfego, no atacado. Significa que os pequenos e médios provedores terão condições de oferecer um serviço mais rápido e mais barato.
O ministério está negociando a banda larga com as empresas do setor, por meio do Programa Geral de Metas e Universalização, capitaneado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Bernardo disse que, originalmente, isso trataria da telefonia fixa. Mas, como as empresas estão oferecendo sua estrutura fixa para a internet, o governo quer acelerar o programa nacional de banda larga, trabalhar a inclusão digital e fazer isso em conjunto com os estados.
O ministro destacou que as empresas têm de fazer mais investimentos, aproveitando que o mercado está crescendo e mais pessoas estão buscando computadores. “As empresas têm que ganhar mais fornecendo escala e não cobrando mais alto. Vocês vão lavar a égua se venderem internet mais barato. Vai vender muito e a tendência disso é baratear. Achamos fundamental que o serviço seja feito também pela iniciativa privada. O governo vai cuidar de setores onde a rede é muito baixa”.
Ele enfatizou que é possível derrubar impostos sobre a banda larga e que o Confaz pode adotar uma resolução nesse sentido, autorizando o estado que desejar fazer adesão à medida.
“Temos necessidade de dinamizar com muita velocidade o acesso das pessoas e das empresas à internet. Isso vai gerar um imenso número de empregos no país”, disse Bernardo. Ele avaliou que a redução dos preços pode resultar em aumento da qualidade dos serviços.
“Com a infraestrutura que temos hoje e um pouco mais de investimento, é possível oferecer serviço de melhor qualidade, com menor preço. Para ele, se for ampliado o número de usuários com acesso à internet, mesmo com a velocidade reduzida como é hoje, será dado um salto extraordinário.
(Da Agência Brasil,Atualizada 28/03/2011)
Firefox 4 já tem o dobro de usuários do Internet Explorer 9
O Firefox 4 parece ter saído na frente na batalha pela nova geração de navegadores contra o Internet Explorer 9. Segundo uma pesquisa da NetApplications revelada neste domingo, em metade do tempo, o browser da Mozilla já tem o dobro do número de usuários do concorrente da Microsoft.
No primeiro dia de lançamento, o Internet Explorer 9 acumulou o total de 2, 35 milhões de downloads, já o Firefox 4 alcançou o total de 6 milhões. De acordo com a NetApplications, após 12 dias de seu lançamento, o IE 9 está presente nos computadores de 1,78% dos internautas, contra 3,64% do Firefox 4, que foi lançado dias depois.
Parte do sucesso do Firefox 4 sobre o Internet Explorer 9 pode ser atribuído à decisão da Microsoft de não dar suporte para o Windows XP com o seu novo navegador. Apesar de ainda ser a versão mais utilizada do sistema operacional Windows, com cerca de 60% do mercado, a companhia preferiu estimular o uso de versões mais atuais do sistema, como o Vista e o Windows 7, através do navegador.(Pesquisa lançada neste domingo (27/3) pela NetApplications revela o número exato de usuários, não de downloads)
No primeiro dia de lançamento, o Internet Explorer 9 acumulou o total de 2, 35 milhões de downloads, já o Firefox 4 alcançou o total de 6 milhões. De acordo com a NetApplications, após 12 dias de seu lançamento, o IE 9 está presente nos computadores de 1,78% dos internautas, contra 3,64% do Firefox 4, que foi lançado dias depois.
Parte do sucesso do Firefox 4 sobre o Internet Explorer 9 pode ser atribuído à decisão da Microsoft de não dar suporte para o Windows XP com o seu novo navegador. Apesar de ainda ser a versão mais utilizada do sistema operacional Windows, com cerca de 60% do mercado, a companhia preferiu estimular o uso de versões mais atuais do sistema, como o Vista e o Windows 7, através do navegador.(Pesquisa lançada neste domingo (27/3) pela NetApplications revela o número exato de usuários, não de downloads)
Imposto de equipamentos para fabricação de tablets pode ser zerado
O governo poderá zerar o imposto de equipamentos para a fabricação de tablets (computadores em forma de prancheta) no país, disse hoje (28) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar de palestra na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). segundo o ministro, os tablets estão sendo muito procurados. Bernardo quer dar ao produto o mesmo tratamento dos computadores, porque acha que a desoneração nessa área vai diminuir o custo e estimular a instalação de empresas no país.
Segundo o Bernardo, a desoneração dos impostos sobre os tablets “tem grande chance de acontecer”. Isso pode ser feito por meio de uma instrução da Receita Federal, não sendo necessária uma lei específica, ressaltou.
Bernardo também destacou que o Plano Nacional de Banda Larga poderá elevar para 35 milhões o número de domicílios conectados à internet no Brasil até 2014, diminuindo o preço médio para R$ 35 mensais, afirmou hoje (28) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante palestra na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “Se fosse derrubado o preço para R$ 15, nós teríamos a possibilidade de atingir 40 milhões de domicílios”, disse.
Em 2009, havia no país 10,2 milhões de domicílios conectados à internet, ao preço médio mensal de R$ 96. A projeção do ministério, “se não fosse tomada nenhuma medida”, era chegar a 2014 com 19,8 milhões de domicílios conectados e preço médio mensal de R$ 58.
O ministro informou que o Brasil tem hoje 202,9 milhões de acessos móveis ativos e 42 milhões de acessos fixos em serviço. Na banda larga, o último dado de 2009 apontava 13 milhões de acessos à internet ativos. Em 2010, de acordo com dados do Sindicato das Empresas de Telefonia (Sinditelebrasil), esse número cresceu 71%. “Deve estar aí beirando os 20 milhões de acessos”.
Segundo o Bernardo, o Brasil passou o Reino Unido e já é o quarto maior mercado mundial de computadores, com 14 milhões de aparelhos comercializados no ano passado, a maioria de notebooks (computadores portáteis). Para 2011, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) prevê a venda de 16 milhões de computadores no país, dos quais 9 milhões de notebooks. Bernardo acredita que essa meta, provavelmente, deverá ser ultrapassada, “porque a internet está barateando”.
Dados referentes a usuários pessoas físicas revelam que 48,1% da população da Região Sudeste usam internet. Olhando por domicílios, existem computadores em 43,7% das casas no Sudeste, mas somente 35% têm internet. No Sul, os percentuais são de 45,9%, 42,6% e 32,8%. No Centro-Oeste, de 47%, 35% e 28%. No Norte, 34,3% da população usam internet , mas somente 20,3% dos domicílios têm computadores e desses, apenas 13,2% têm acesso à rede mundial de computadores. No Nordeste, os números são ainda mais baixos: 30,2%, 18,5% e 14,4%.
Isso significa, segundo o ministro das Comunicações, que o preço é alto ou, em alguns casos, não há disponibilidade do serviço. Olhando o problema por classe socioeconômica, observa-se que na classe A, 80% têm acesso à internet. Na classe B, 70%, na C, 40%, e nas classes D e R 12%. Os números são de 2009. “Até 2009, mais da metade dos brasileiros (55%) nunca havia acessado a internet, disse o ministro.
Os dados evidenciam, de acordo com Bernardo, que as classes de maior poder aquisitivo têm maior acesso à internet, enquanto ocorre o inverso em relação às pessoas de menor recurso. “Isso indica que o preço pode ser um fator limitador”. O ministro destacou que para 50% das pessoas que declaram não ter internet em casa, o motivo é o preço alto.(Da Agência Brasil,29/03/2011 - 11h)
Segundo o Bernardo, a desoneração dos impostos sobre os tablets “tem grande chance de acontecer”. Isso pode ser feito por meio de uma instrução da Receita Federal, não sendo necessária uma lei específica, ressaltou.
Bernardo também destacou que o Plano Nacional de Banda Larga poderá elevar para 35 milhões o número de domicílios conectados à internet no Brasil até 2014, diminuindo o preço médio para R$ 35 mensais, afirmou hoje (28) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante palestra na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “Se fosse derrubado o preço para R$ 15, nós teríamos a possibilidade de atingir 40 milhões de domicílios”, disse.
Em 2009, havia no país 10,2 milhões de domicílios conectados à internet, ao preço médio mensal de R$ 96. A projeção do ministério, “se não fosse tomada nenhuma medida”, era chegar a 2014 com 19,8 milhões de domicílios conectados e preço médio mensal de R$ 58.
Segundo o Bernardo, o Brasil passou o Reino Unido e já é o quarto maior mercado mundial de computadores, com 14 milhões de aparelhos comercializados no ano passado, a maioria de notebooks (computadores portáteis). Para 2011, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) prevê a venda de 16 milhões de computadores no país, dos quais 9 milhões de notebooks. Bernardo acredita que essa meta, provavelmente, deverá ser ultrapassada, “porque a internet está barateando”.
Dados referentes a usuários pessoas físicas revelam que 48,1% da população da Região Sudeste usam internet. Olhando por domicílios, existem computadores em 43,7% das casas no Sudeste, mas somente 35% têm internet. No Sul, os percentuais são de 45,9%, 42,6% e 32,8%. No Centro-Oeste, de 47%, 35% e 28%. No Norte, 34,3% da população usam internet , mas somente 20,3% dos domicílios têm computadores e desses, apenas 13,2% têm acesso à rede mundial de computadores. No Nordeste, os números são ainda mais baixos: 30,2%, 18,5% e 14,4%.
Isso significa, segundo o ministro das Comunicações, que o preço é alto ou, em alguns casos, não há disponibilidade do serviço. Olhando o problema por classe socioeconômica, observa-se que na classe A, 80% têm acesso à internet. Na classe B, 70%, na C, 40%, e nas classes D e R 12%. Os números são de 2009. “Até 2009, mais da metade dos brasileiros (55%) nunca havia acessado a internet, disse o ministro.
Os dados evidenciam, de acordo com Bernardo, que as classes de maior poder aquisitivo têm maior acesso à internet, enquanto ocorre o inverso em relação às pessoas de menor recurso. “Isso indica que o preço pode ser um fator limitador”. O ministro destacou que para 50% das pessoas que declaram não ter internet em casa, o motivo é o preço alto.(Da Agência Brasil,29/03/2011 - 11h)
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